Criar um quiz para formação: quiz em sala ou micro-learning contínuo?

Dois formatos de quiz online com objectivos diferentes. Saiba quando usar cada um e como escrever perguntas que ensinam.

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Resposta curta

Um quiz em sala anima uma sessão e verifica a compreensão no momento. Um quiz de micro-learning contínuo traz as mesmas perguntas de volta ao longo de semanas, para que o conteúdo não se esqueça. Não competem: o primeiro serve o dia da formação, o segundo serve os meses seguintes.

Dois tipos de quiz online

Quem pesquisa como criar um quiz para formação encontra sobretudo ferramentas de quiz ao vivo: o formador projecta as perguntas, os participantes respondem no telemóvel e a classificação aparece no ecrã. É um formato excelente para dar energia a uma sessão.

Há outro formato, menos conhecido, pensado para depois da sessão: o quiz de micro-learning contínuo. Cada pessoa joga sozinha, quando tem dois minutos, e o sistema decide que perguntas voltar a mostrar e quando.

Quiz em sala: quando usar

  • Para abrir uma sessão e perceber o que o grupo já sabe.
  • Para verificar a compreensão no fim de um módulo.
  • Para dar ritmo a uma formação longa ou a um evento.

O limite é o tempo: acontece uma vez, com todos ao mesmo tempo. O que se respondeu nesse dia fica sujeito à curva do esquecimento como o resto da sessão.

Quiz de micro-learning: quando usar

  • Quando a equipa tem de saber o conteúdo de cor semanas ou meses depois.
  • Quando as pessoas estão dispersas por turnos, lojas ou países.
  • Quando quer saber, pergunta a pergunta, o que está a ser esquecido.

Aqui o ponto forte é a repetição espaçada: estudar em ocasiões separadas supera estudar tudo de uma vez (Cepeda e outros, 2006). Explicamos o mecanismo em repetição espaçada.

Comparação lado a lado

Aspecto Quiz em sala Micro-learning contínuo
Quando Durante a sessão Nas semanas seguintes
Ritmo Todos ao mesmo tempo Cada pessoa ao seu ritmo
Duração Uma sessão Jogadas de um a dois minutos, todos os dias
Objectivo Envolver e verificar Reter e reforçar
Escolha das perguntas O formador define a ordem O algoritmo traz o que está a ser esquecido

Como escrever boas perguntas de escolha múltipla

  1. Uma pergunta, uma ideia. Frases curtas, que se leiam num ecrã de telemóvel.
  2. Uma só resposta certa. Sem “todas as anteriores” nem respostas parcialmente certas.
  3. Respostas erradas plausíveis. Com alternativas credíveis, a escolha múltipla pode desencadear uma recuperação produtiva (Little e outros, 2012).
  4. Uma explicação depois de responder. O feedback aumenta os efeitos positivos da escolha múltipla e reduz os negativos (Butler e Roediger, 2008).
  5. Imagens quando ajudam. A recordação livre é geralmente maior para imagens do que para palavras (Paivio e Csapo, 1973). Mostre o produto, o equipamento ou a situação real.
Exemplo ilustrativo de uma pergunta com imagem, uma só resposta certa e alternativas plausíveis.

Criar um quiz de micro-learning com a plataforma

  1. Cole um texto. Um manual, uma ficha de produto, um procedimento.
  2. Reveja as propostas. A inteligência artificial propõe perguntas, cada uma com a citação do texto que a sustenta. Escolhe as que entram.
  3. Organize em níveis. Um tema por nível, com seis perguntas por jogada, configuráveis até dez.
  4. Aplique a marca. Logótipo, cores, tipo de letra, fundo e nomes das medalhas.
  5. Convide a equipa. Cada pessoa entra com email e código, no navegador do telemóvel, sem instalar nada.
  6. Acompanhe os resultados. Funil por nível, perguntas mais difíceis e exportação para Excel.

Também é possível escrever as perguntas numa língua e criar as versões noutras línguas com ajuda da inteligência artificial.

Referências

  1. Little, J. L., Bjork, E. L., Bjork, R. A. e Angello, G. (2012). Multiple-choice tests exonerated, at least of some charges: fostering test-induced learning and avoiding test-induced forgetting. Psychological Science, 23(11), 1337 a 1344. doi:10.1177/0956797612443370
  2. Butler, A. C. e Roediger, H. L. (2008). Feedback enhances the positive effects and reduces the negative effects of multiple-choice testing. Memory & Cognition, 36(3), 604 a 616. doi:10.3758/MC.36.3.604
  3. Cepeda, N. J., Pashler, H., Vul, E., Wixted, J. T. e Rohrer, D. (2006). Distributed practice in verbal recall tasks: a review and quantitative synthesis. Psychological Bulletin, 132(3), 354 a 380. doi:10.1037/0033-2909.132.3.354
  4. Paivio, A. e Csapo, K. (1973). Picture superiority in free recall: imagery or dual coding?. Cognitive Psychology, 5(2), 176 a 206. doi:10.1016/0010-0285(73)90032-7

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